O eco dessa última frase, nós a amamos porque a queremos sacrificada, talvez seja o extrato, o punctum, a ferida, a ferroada, o ato indizivel que nos deixa à beira, sem nunca sabermos quem foi essa imagem que agora está diante de nós. Quem foi essa mulher que naquele dia de julho entrou na suíte de número 261 e entregou-se a Bert Stern, sua matéria, seus músculos, as taças de champanhe, a cicatriz? Quem é essa mulher que agora olha desse jeito, aqui, nessas fotografias? Quem é Norma Jeane Mortensen além dos seus cabelos louros e do seu corpo nu?
P.S. Marylin tinha um amigo, Norman Rosten, poeta, a única pessoa no mundo que se aproximou dela apenas por amizade. Todos os versos escritos por ela (sim, Marilyn escrevia poemas) foram dedicados a ele.
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Trecho do livro “Marilyn Monroe O Mito” de Bert Stern. Ben Stern é fotógrafo de um ensaio de Marylin Monroe em 1962. O último ensaio de Marylin, semanas antes de sua morte prematura. |